LIBER AD MILITES TEMPLI

Atualizado: Ago 31

Bernardo de Claraval (em francês: Bernard de Clairvaux; castelo de Fontaine-lès-Dijon, 1090 — Ville-sous-la-Ferté, 20 de agosto de 1153) foi um abade francês, canonizado em 1174 e proclamado Doutor da Igreja. Foi o principal responsável por reformar a Ordem de Cister, na qual entrou logo depois da morte de sua mãe. Foi o fundador da Abadia de Claraval (Clairvaux), na Diocese de Langres.


Em 1128 Bernardo participou do Concílio de Troyes, que delineou a regra monástica que guiaria os Cavaleiros Templários e que rapidamente tornou-se o ideal de nobreza utilizado no mundo cristão. Depois da morte do papa Honório II em 1130, Bernardo foi instrumental para reconciliar a Igreja durante o chamado "cisma papal de 1130", que só terminaria definitivamente com a morte do antipapa Anacleto II em 1138.


No ano seguinte, Bernardo ajudou a organizar o Segundo Concílio de Latrão. Em 1141, Inocêncio convocou o Concílio de Sens para tratar da denúncia de Bernardo contra Pedro Abelardo. Com bastante experiência em curar cismas na Igreja, Bernardo foi em seguida recrutado para ajudar no combate às heresias que grassavam no sul da França.


Em 31 de março de 1146, na presença de Luís VII da França, Bernardo pregou para uma enorme multidão reunida num campo em Vézelay. James Meeker Ludlow descreve a cena da seguinte forma: Um grande palanque foi erguido numa colina fora da cidade. Rei e monge apareceram juntos, representando a vontade combinada da terra e do céu. O entusiasmo da plateia de Clermont quando Pedro, o Eremita, e Urbano II lançaram a primeira cruzada era equivalente ao fervor sagrado inspirado agora por Bernardo, que gritava: "Ó vós que me ouvis! Apressai-vos para aplacar a fúria do céu, mas não imploreis mais por sua bondade reclamando inutilmente. Vesti-vos em panos de saco e também cobri-vos com impenetráveis escudos [a cruz]. O ruído das armas, o perigo, as labutas, as fadigas da guerra, são as penitências que Deus agora impõe sobre vós. Apressai-vos assim para expiar seus pecados através de vossas vitórias sobre os infiéis e que a libertação dos lugares santos seja a recompensa de vosso arrependimento". Como da vez anterior, os gritos de "Deus vult!" preencheram o silêncio no campo e ecoou na voz do orador: "Amaldiçoado seja aquele que não manchar sua espada de sangue!"


No Oriente Médio, depois da derrota cristã no cerco de Edessa, o papa encarregou Bernardo de pregar a Segunda Cruzada, cujo fracasso seria depois considerado parcialmente culpa sua.


Bernardo morreu aos 63 anos, depois de passar quarenta anos enclausurado. Foi o primeiro cisterciense no calendário de santos, tendo sido canonizado por Alexandre III em 18 de janeiro de 1174. Em 1830, Pio VIII proclamou-o Doutor da Igreja.


Entre suas obras estão a regra monástica da Ordem dos Templários, o "Tratado do Amor de Deus" e o "Comentário ao Cântico dos Cânticos". É também o compositor ou redator do hino "Ave Maris Stella" e da invocação "Ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria" da oração "Salve Rainha"


Bernardo escreveu sua eulogia aos templários, a "Liber ad milites templi de laude novae militiae" (em português: Livro dos cavaleiros Templários. Louvor da nova milícia Templária): Seu propósito principal foi apoiar o trabalho da então recente Ordem do Templo. Na primeira parte descreve a missão do Templário, justificando a existência do monge-guerreiro. Ao defender os interesses de Cristo, se matam não incorrem em pecado algum, porque matam um inimigo de Cristo; e se morrem são mártires porque morrem por Cristo. Na segunda parte, realiza uma descrição geográfica da Terra Santa e dos lugares sagrados para a Cristandade.


Comemora-se o seu dia em 20 de agosto (morreu em 20.8.1153)

Nas imagens: Bernardo pregando a 2ª Cruzada e a Abadia de Claraval, França.




17 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo