MILITVM XRISTI

4.- Monges armados ? A proposta que veio de Jerusalém era inovadora e havia uma questão moral a ser enfrentada, porque desde os primórdios do Cristianismo a escolha militar era vista como desprezo a Lei de Deus, e até hoje o tema da “guerra justa” é delicado. Mas havia alguém capaz de ajudar a unir duas figuras que boa parte da sociedade cristã daquela época considerava opostas e inconciliáveis, o monge e o guerreiro: BERNARD DE CLAIRVAUX (S. Bernardo). De Payns o procurou em sua viagem, provavelmente a pedido do Rei Balduíno II; ele refletiu muito e concluiu que a chave do problema estava na intenção penitencial e defensiva da irmandade, ou seja, o uso das armas para a defesa de uma causa justa, numa cruzada permanente a serviço da Igreja e da Fé. Mas para isso subsistir a Ordem necessitaria de uma disciplina muito rígida para refrear o orgulho e o desejo de afirmação pessoal presentes na aristocracia militar. Assim, entre 1135-37 S. Bernardo redige o tratado DE LAUDE NOVÆ MILITIÆ AD MILITES TEMPLI (Em Louvor da Nova Milícia). Estavam estabelecidas as regras da ordem primitiva do templo, a Milícia de Cristo.


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