PROCESSUS CONTRA TEMPLARIOS

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 26 de outubro de 2007. O volume "Processus Contra Templarios" foi apresentado à imprensa, a cargo dos oficiais do arquivo pontifício, contendo a reprodução fiel dos pergaminhos originais conservados no Arquivo Secreto Vaticano. A obra com uma tiragem limitada a 799 exemplares faz parte da coleção "Exemplaria Praetiosa", que imprime os fac-símiles de documentos antigos. Vide http://www.scrinium.org/en-us/Commission/Vatican-Secret-Archives/processus-contra-templarios-2


O principal valor da publicação está na perfeita reprodução dos documentos originais do citado processo e nos textos críticos que acompanham o volume, que explicam como e por que o pontífice Clemente V (1305-1314) absolveu os Templários da acusação de heresia e suspendeu a Ordem sem dissolvê-la, reintegrando os altos dignitários Templários e a própria Ordem na comunhão da Igreja, com sentença não definitiva para impedir um cisma com a França.Quem o explicou na apresentação foi a professora Bárbara Frale, funcionária do Arquivo Vaticano e autora de vários livros sobe os Templários. Segundo as investigações da historiadora, a Ordem do Templo "adoecia de graves males, ainda que não se tratasse de heresia", e os documentos publicados "mostram qual foi a verdadeira atitude de Clemente V com relação à acusação feita aos Templários". O então Papa dirigiu essa investigação pessoalmente, em todas as suas etapas, até que foi bloqueado pelo rei da França, Felipe IV, O Belo, que já havia obtido a admissão de culpabilidade, sob tortura, do Grão-Mestre do Templo, Jacques de Molay.


Clemente V revisou uma a uma as investigações realizadas, atribuindo especial valor probatório à que ele mesmo presidiu em Poitiers, no verão de 1308, cuja legalidade vigiou pessoalmente. "Clemente V era um grande jurista, disse Barbara Frale; um homem astuto, uma personalidade completamente diversa da que durante tanto tempo foi descrita" e que apesar de se encontrar em uma situação de inferioridade absoluta, no meio dos equilíbrios de forças em jogo no momento, "conseguiu realizar a investigação dos Templários, justamente porque era a única pessoa no mundo capaz de dar seu juízo sobre esta Ordem".


A absolvição do grão-mestre dos templários chegou após a confissão de uma série de culpas e depois de que a Ordem fez um ato de submissão à Igreja, pedindo o perdão do Papa. "E tudo isso – acrescenta Frale – se encontra no pergaminho redigido após a investigação dos interrogatórios, no castelo de Chinon", no qual Felipe IV havia prendido ilicitamente o último grão-mestre do Templo e alguns altos dignitários da Ordem. Para financiar uma custosa guerra contra a Inglaterra, Felipe IV pensou em apropriar-se dos bens dos Templários, e por isso havia posto em andamento uma estratégia de descrédito, acusando-os de heresia. A ata (pergaminho) de Chinon, que declara os Templários não dissolvidos, mas absolvidos, suscitou a reação da monarquia francesa, tanto que obrigou Clemente V à ambígua discussão sancionada em 1312 durante o Concílio de Vienne, com a bula "Vox in Excelso", na qual declarava que o processo não havia comprovado a acusação de heresia, mas só a indignidade e os maus hábitos difundidos entre muitos membros da Ordem. Portanto, deu seu assentimento para que fosse suspensa com sentença não definitiva, motivada pela necessidade de evitar um grave perigo para a Igreja. nnDnn++


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